Tensão no Pedra 90: Confronto com a Força Tática termina com dois mortos e revolta de moradores

Polícia

Ação policial no bairro Pedra 90 em Cuiabá, resultou na morte de dois homens com extensa ficha criminal. A comunidade reagiu com protestos, e a polícia precisou usar força para conter o tumulto.

Uma operação da Força Tática da Polícia Militar terminou com duas mortes e um clima de alta tensão no bairro Pedra 90, em Cuiabá, na tarde da última quarta-feira (2). Os homens mortos no confronto foram identificados como Adenis Arthur Gonçalves, de 27 anos, e Hyago Junior Alves Silva, de 19. A ação gerou uma reação imediata de moradores e familiares, que se revoltaram com o ocorrido, criando um cenário de tumulto no local.

A ocorrência, registrada por volta das 17h, expõe mais uma vez o complexo cenário da segurança pública na capital e a difícil relação entre a polícia e as comunidades.

Quem eram os suspeitos?

Segundo informações apuradas pela polícia, os dois homens tinham um longo histórico de envolvimento com o crime.

Hyago Junior Alves Silva, o mais novo, era apontado como o “disciplina” de uma facção criminosa com forte atuação na segunda etapa do bairro Pedra 90. Em sua ficha, constavam passagens por tráfico de drogas, receptação e associação ao tráfico.

Adenis Arthur Gonçalves também possuía uma extensa lista de antecedentes, incluindo roubo, receptação, associação criminosa, corrupção de menores, tráfico de drogas e lesão corporal. Ele já havia sido condenado por crimes cometidos em 2019.

A dinâmica do confronto

De acordo com o relato oficial, uma equipe da Força Tática realizava patrulhamento na região quando tentou abordar os suspeitos, que estavam reunidos em um ponto do bairro. Durante a tentativa de aproximação, um dos homens teria reagido à ordem policial, o que, segundo a corporação, tornou necessário o uso da força letal.

Os dois foram atingidos pelos disparos. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas apenas pôde constatar os óbitos ainda no local. A área foi imediatamente isolada para os trabalhos da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Revolta e tensão no bairro

O desfecho da ação policial rapidamente gerou uma onda de protestos. Familiares das vítimas e moradores da região se aglomeraram no local, manifestando revolta contra a atuação da polícia. O clima ficou tenso, e foi necessário o uso de armas não letais, como gás de pimenta e balas de borracha, para dispersar a multidão e garantir a segurança das equipes que trabalhavam na cena do crime.

O episódio levanta um debate importante sobre as táticas de abordagem em áreas de alta criminalidade e o impacto dessas ações na vida da comunidade, que muitas vezes se vê no meio do fogo cruzado entre a polícia e o crime organizado.

fonte: gazetadigital.com.br

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