Hoje (02), o Batalhão de Bombeiros Militar de Rondonópolis realizou uma solenidade para comemorar o Dia do Corpo de Bombeiros. O evento reuniu militares, alunos e familiares para celebrar as promoções recentes de cabos e sargentos, além de homenagear a data que marca o patrono da corporação, Dom Pedro II.
Uma data de importância histórica
O Major Barbosa, Comandante Adjunto do CR2, explicou o significado da celebração: “Essa data, como comemoramos o dia do Corpo de Bombeiros, vindo nosso patrono Dom Pedro II, comemoramos o dia do Corpo de Bombeiros Militar. E hoje, nessa data, estamos também comemorando promoções de diversos militares do 3º Batalhão de Rondonópolis.”
O comandante ressaltou a satisfação com as promoções conquistadas: “Estamos felizes com essa promoção, hoje conquistada por vários militares, e isso só melhora muito mais o serviço que nós temos prestado à sociedade rondonopolitana e região sul em geral.”
O compromisso do bombeiro com a sociedade
Em sua fala, o Major Barbosa também abordou a essência do trabalho dos bombeiros: “O bombeiro militar tem um compromisso com a sociedade de salvar vidas e também as riquezas. Nós podemos dar um exemplo de riquezas — o próprio imóvel que o cidadão possui é uma riqueza que o mesmo construiu durante toda uma vida. Esse é um exemplo de riqueza que a gente tem procurado sempre preservar em nossas ocorrências, e a vida humana, que é o mais importante que o ser humano possui.”
Trajetória de dedicação e reconhecimento
Um dos recém-promovidos, o Primeiro Sargento Junior, com quase 22 anos de carreira, ele compartilhou sua emoção: “É uma sensação muito feliz, gratificante estar aqui com minha família. São aí quase 22 anos de carreira, onde eu pude aprender muita coisa. E se não fosse com a minha família junto aqui, a minha base, eu não chegaria até aqui.”
Durante sua trajetória, Junior vivenciou experiências marcantes: “Eu tive a oportunidade, como bombeiro, de percorrer o Estado todo. Já trabalhei em vários tipos de ocorrências, ocorrências que tiveram proporção nacional. Isso tudo é uma coisa gratificante pra gente, que a gente trabalha em função da sociedade, pra sociedade.”
Para o sargento, a promoção é a confirmação do caminho percorrido: “Hoje esta promoção é confirmação que estamos no caminho certo. É a comprovação que tudo valeu a pena.”

Apresentação impressiona e inspira
O ponto alto do evento foi a apresentação do segundo pelotão de elite da Escola Militar Dom Pedro II, que surpreendeu os presentes com evolução de ordem unida, demonstrando cadência, organização e firmeza. Os alunos, em homenagem aos promovidos, exibiram o resultado de um trabalho disciplinado e estruturado.
Formação de cidadãos, não apenas militares
O Sargento Odailson, comandante instrutor do Pelotão de Elite explicou a metodologia do trabalho realizado com os adolescentes: “A Escola Militar Dom Pedro II tem dois pelotões. As turmas são dos sextos até os oitavos anos, com idades variando de 11 até 15 anos.”
A seleção é rigorosa: “Tem um processo seletivo pra entrar, com prova teórica, teste físico e investigação social do comportamento dentro da sala de aula. Não pode entrar aquele aluno que apresenta muitas alterações junto aos professores.”
O diferencial está no desenvolvimento integral do jovem: “Além dos pilares do militarismo — hierarquia e disciplina — nós trabalhamos também valores éticos, morais, princípios de respeito às pessoas mais velhas, como conviver em sociedade, não somente na comunidade escolar, mas também como um todo. Estamos preparando verdadeiros cidadãos para o futuro.”

Inspiração para as próximas gerações
Vitória Ligeiro, aluna e comandante do pelotão de elite, compartilhou sua experiência: “Eu escolhi participar desse pelotão porque vi que é uma oportunidade de crescer dentro da escola. Minha mãe não queria que eu entrasse na escola militar, mas resolvi por mim mesmo.”
Para Vitória, a decisão foi acertada: “Aqui aprendemos muito com os militares. Eles ensinam muitas coisas pra gente. A experiência está sendo maravilhosa. Estou aprendendo muitas coisas e meus amigos que estão dentro são maravilhosos também.”
Questionada sobre seguir carreira nos bombeiros, Vitória deixou a porta aberta: “Provavelmente. Pode ser que sim, pode ser que não. Ainda não decidi o que vou ser na minha profissão. Mas o bombeiro é uma das opções.”
por Ezequiel Ferreira

