Domingo, 20 Junho 2021

E Editorial

EDITORIAL

Estamos vivendo um momento na humanidade absolutamente surreal, com prevalência do irreal. A humanidade, atordoada com a pandemia do COVID 19, passou a rever conceitos, buscar novos paradigmas, aceitar o inaceitável e entender o impossível. O mundo, e no Brasil não poderia ser diferente, os conflitos recrudescem, a polêmica surge como presunção de verdade e a intolerância, duramente conquistada em tempos de paz, passou a ser um item supérfluo, implantando aos poucos o permanente e recalcitrante conflito entre os homens.

Em função de tudo o que descrevemos neste intróito, passaram nossos lideres a desentenderem-se, nos induzindo a dividir o mundo entre esquerda e direita, como se tudo se limitasse á ideologias. Há conflito entre os poderes da republica e as esperadas vacinas, único método de combate ao famigerado vírus são insuficientes para a população que segundo o ultimo recenseamento estava da ordem de 211,5 milhões de habitantes.

Não tivemos planejamento, não tivemos projetos, não tivemos estudos, não tivemos nem coerência quando nos faltaram os testes para identificar quem é ou não portador da sintomatologia, do virus.

Não tivemos suficientes respiradouros, não tivemos hospitais de campanha, não tivemos suficientes kits de entubação (antigamente era intubação), não tivemos sequer oxigênio suficiente em muitas capitais, contabilizando mortes e mortes, que logo beirarão os 500 mil....Quase 500 mil famílias pranteando seus mortos...

No ano passado foram canceladas ou suspensas 2,5 milhões de cirurgias eletivas, este ano numero semelhante está fazendo com que somemos até dezembro p.f., 5 milhões de cirurgias seletivas sem hospitais suficientes para realizá-las.

Nenhum novo hospital foi construído, sequer reformado...os pronto socorros superlotam, não há local diferenciado para atendimento para os portadores do famigerado COVID 19, como se não tivéssemos aprendido há cem anos atrás quando fomos flagelados pela então GRIPE ESPANHOLA...

Desaprendemos em sermos humanos. Hoje a caridade é condição imprescindível para manter instituições que se dedicam a nobre arte de acolher, dar suporte, dar amor e fundamentalmente valorizar a vida. Creches, abrigos para idosos e locais de acolhimento.

No meio de todo este conflito perdemos amigos como o querido Bruno Covas, e a querida atriz Eva Wilma, entre tantos outros que atropelados pelos tempos modernos nos ensinaram a sermos humanos, verdadeiramente humanos...numa humanidade que desaprendemos a ter.

Nunca desmatamos tanto...foram 665 milhões de arvores, segundo o Greenpeace na nossa "Amazônia legal", destruímos 30% com a leniente queimada do nosso Pantanal Mato Grossense e passando ou não a boiada, tornamos legais madeiras ilegais, matamos nossos indígenas, destruímos as populações quilombolas e aos poucos esquecemos o que é o amor...

Hoje vivemos uma nova realidade, são 13,5 milhões de desempregados na economia formal, 66 milhões de desempregados na economia informal, 11 milhões de analfabetos e 36 milhões de analfabetos funcionais (aqueles que lêem mas não compreendem o que lêem)...e resta aqui a pergunta....para onde estamos indo? qual o mundo que pretendemos deixar para os nossos filhos, sobrinhos, netos? o que esperar desta nova forma de viver? Que Deus nos abençoe e que possa nos iluminar que não aplaudamos o conflito, mas aplaudamos a paz...