Domingo, 20 Junho 2021

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Os Fungos

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Na Índia, pacientes comcovid-19 têmsofridomucormicoses fatais.No Brasil, dizemespecialistas, possibilidade é remota.

Os fungos negro, branco e amarelo (mucormicoses) ganharam destaque no mundo diante do estrago que vêm causado na Índia, onde mais de 9 mil foram infectados e acima de 250 morreram.Os casos empacientes de covid-19 assustam, mas, segundo médicos infectologistas, esse problema, que pode afetar quaisquerpessoasdebilitadas e imunossuprimidas, tem tratamento e não deve gerarpânico.

“Aqui no Brasil é muito raro, ocorre mais na zona rural. Essas micoses estão emáreasmuito pobres, como na Índia. Esse fungo está nos vegetais, no solo e, por microtraumas (lesões), acaba se implantandono ser humano, causandolesões variadas,formando nódulos, feridas, e pontos negros”, diz o médico infectologista Roberto Focaccia. O fungo também pode ser aspirado.

Ele reforça que essas infecções tendem a afetar indivíduos com covid terminal, bem como pacientes comoutras doenças—câncer,diabetes,HIV—expostos a condições precárias, sem saneamento e com falta de higiene. A médica infectologista Elisabeth Dotti ressaltaqueesses fungosestão em todos os lugares: no bolordospãesenoarcondicionado,porexemplo.

“O quadro fúngico leva umtempopara se instalar e causarumaimportantegravidade. Agora, tem jeito de se tratar.Dápara tratarpor medicação oral ou medicação endovenosa (na veia).

Temumarsenalpara tratar fungo. Na Índia, (a situação) está alarmante porque são muitos casos e porque está um turbilhão, mas não e assim, não é para ter esse pânico”,aponta Elisabeth.

Focaccia menciona, ainda,queaOrganizaçãoMundial da Saúde (OMS)já havia colocado um alerta de que essas micoses de implantação (como o fungo negro) estão entre as doenças negligenciadas em países pobres, “e isso é muito típicolánaÍndia”.

Aprevalência da infecção naquele país é 70 vezes maior do que a média global. Nos Estados Unidos, por exemplo, pesquisas apontam que a taxa anual de fungo negro é de 1,7 caso pormilhãodepessoas.

SINTOMAS ENECROSE

Além das mortes, os casos de fungo negro na Índia chamaram a atenção pelo fato de poder causar necroses e levar a mutilações para impedir o avanço da infecção. Ela costuma afetar seios da face, pulmões e cérebro. Os sintomas dependem de onde o fungo está crescendonocorpo,maspodem incluir edema facial, febre, úlceras na pele e lesõespretasnaboca.

Em relação ao fungo branco, também registrado na Índia, este pode afetar muitas partes do corpo, incluindo pulmões, unhas, pele, estômago, rins, cérebro e boca.

“A população não tem que se preocupar. O que tem ocorrido na covid-19, em cerca de 5% dos casos, são pacientes já em fase muito avançada da doença, indivíduos imunossuprimidos”, reforça RobertoFocaccia.

Ele afirma, inclusive, que outros tipos de fungos podemsurgirdevido àqueda de imunidade, como candidíase, histoplasmose, criptococose, blastomicose e outros fungos de micoseprofunda.

“A maioria da população tem esses fungos no organismo. Eles não se curam, mas, se o sistema (imunológico) é rígido, não acontece nada. Agora, em indivíduos com câncer, aids terminal e covid, ele pode reativar. Por isso, a gente tem que ter cuidado com pacientes em forma muito avançadadadoença.”

NO BRASIL

29 pessoas foram infectadas por fungo negro neste ano, quatro casos identificados após contágio por covid-19. No ano passado, foram confirmados 36 casos da doença no País, segundo o Ministério da Saúde.

NA ÍNDIA

Mais de 9 mil infectados por estes fungos. A doença já matou mais de 250 pessoas.

Sintomas

O fungo costuma afetar seios da face, pulmões e cérebro. Os sintomas dependem de onde ele está crescendo, mas podem incluir edema facial, febre, úlcera na pele e lesões pretas na boca.

Infecção

Médicos infectologistas informam que, no Brasil, é uma infecção rara e ocorre mais em zonas rurais. Apontam que há fungos nos vegetais, no solo, em pães embolorados e sistemas de ar condicionado (podem-se aspirar fungos).

"A população não tem com que se preocupar. O que tem ocorrido na covid-19, em cerca de 5% dos casos, é com pacientes já em fase muito avançada da doença, em indivíduos imunossuprimidos”
Roberto Foccacia, médico infectologista.

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