Quinta, 21 Outubro 2021

S Saúde

Poderoso Antisséptico-Moléculas de Açúcar

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Moléculas de açúcar do Porto de Santos (SP) viram antisséptico poderoso e movimentam a economia

Que o Porto de Santos, no litoral de São Paulo, é o principal do Brasil em valores e quantidade de cargas movimentadas a maioria expressiva dos moradores da Baixada Santista e demais regiões do país já sabe. O que boa parte das pessoas ainda desconhece são os riscos à saúde deixados pelas sobras dos principais produtos exportados, entre eles açúcar, soja, milho, trigo e demais grãos.

Pensando nisso, uma empresa de gestão ambiental, a Ambipar, encontrou uma solução criativa para reaproveitar os resíduos passivos de contaminação e transformá-los em um importante item de limpeza. Item esse, que foi raridade no início da pandemia da covid-19, e que hoje dispõe de espaço privilegiado nas prateleiras dos mercados e das farmácias de diferentes localidades de todo o mundo: o álcool, na maioria das vezes, gél 70.

A empresa responsável pela produção trabalha a limpeza e a manutenção de armazéns da Copersucar no Cais Santista e, após um ano de pesquisas, cientistas e técnicos do Departamento de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação - PD&I desenvolveram o ecoálcool justamente com as sobras dos materiais exportados. O destino do material nocivo até então eram os aterros sanitários, o que pouco a pouco está sendo mudado.

Na saúde através da doença

O diretor de PD&I da Ambipar Gabriel Estevam Domingos explica que um processo de varrição é executado por meio de equipamento de sucção e posteriormente o material é levado à uma usina, no interior do estado, onde o processo é executado por meio de fermentação com a utilização de bactérias.

"O processo é baseado na degradação de moléculas de açúcar (glicose ou frutose) dentro das células dos microrganismos (leveduras ou bactérias) até a formação de etanol por meio do controle de tempo de fermentação, temperatura, pH, odor, agitação e umidade", disse ele.

Com o processo, é obtido o álcool 46% ou 70%. Ele é envasado para a comercialização, seguindo diretrizes do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia - Inmetro, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo - Cetesb e Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa. Com uma tonelada de varrição, é possível produzir cerca de 300 litros de álcool 46%.

Sustentabilidade e economia

A tecnologia para chegar ao produto é considerada simples e os resíduos que eram descartados, agora, são reintroduzidos ao consumo, promovendo a sustentabilidade e fazendo a economia circular. Além disso, o ecoálcool diminui a necessidade de matérias primas virgens, como a cana de açúcar para a produção do produto.

 

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