Juiz levou em consideração as declarações do policial, que afirmou fazer tratamento psiquiátrico de síndrome do pânico, depressão e outros transtornos.
A Justiça de Mato Grosso determinou o encaminhamento sanitário para tratamento psiquiátrico do policial militar Raylton Duarte Mourão, investigado por matar a tiros a personal trainer Rozeli da Costa Nunes. A determinação ocorreu durante a audiência de custódia, nesta segunda-feira (22), no fórum de Várzea Grande.
A decisão é do juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande. Ele levou em consideração as declarações do PM, que afirmou fazer tratamento psiquiátrico de síndrome do pânico, depressão e outros transtornos.“Oficie-se à Diretoria da Unidade Prisional e à Secretaria Municipal da Saúde de onde o custodiado foi recolhido para que, no prazo de 10 dias, proceda ao tratamento adequado”, diz trecho da decisão.
Além disso, o magistrado deferiu o pedido defensivo e manteve o custodiado preso no Batalhão de Força Tática, em Cuiabá.
O caso
Raylton é investigado por matar a tiros a personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes, em Várzea Grande, no dia 11 de setembro. A vítima e os suspeitos, sendo o PM e a esposa Aline Valandro Kounz, tiveram uma briga de trânsito envolvendo o carro dela, um caminhão-pipa da empresa do casal e uma motocicleta.
Como o casal não custeou os danos causados e nem mesmo o motociclista, Rozeli decidiu mover um processo contra o PM e a esposa por reparação de danos materiais e morais, pedindo uma indenização de R$ 24.654,63.
O crime ocorreu dias antes de uma audiência de conciliação entre as partes.
A Justiça determinou o mandado de prisão temporária contra ele e esposa quatro dias depois do crime e ele se entregou à polícia no domingo (21). Após passar a noite na sede da Força Tática, foi encaminhado à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para prestar depoimento, ocasião em que confessou o crime.
A mulher deve ser entregar na DHPP ainda nesta semana.
fonte: seubairrohoje.com.br

