Caso acende alerta sobre cuidados na compra de veículos usados; proprietário alegou desconhecer a irregularidade.
A rotina de uma vistoria técnica na 2ª CIRETRAN (Detran-MT), em Rondonópolis, tomou um rumo inesperado na manhã desta quarta-feira (03). Um caminhão Ford/F350, que passava pelo procedimento padrão, foi apreendido após fiscais identificarem uma possível adulteração no número do motor. O proprietário, que alega ter comprado o veículo há três anos, foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos.
A Descoberta no Pátio da CIRETRAN
A ocorrência teve início por volta das 8h37, no pátio da 2ª CIRETRAN, localizada no bairro Vila Goulart. Durante a inspeção detalhada do caminhão, o vistoriador responsável notou inconsistências na numeração do bloco do motor, levantando suspeitas de remarcação.
Conforme o laudo técnico preliminar, a gravação não parecia ser original de fábrica. Diante da suspeita de crime de adulteração de sinal identificador de veículo, a Polícia Militar foi acionada via CIOSP. A ação contou com uma guarnição do 5º BPM, que atuava na Operação Tolerância Zero às Facções Criminosas na região.
A Defesa do Proprietário e o Alerta
Ao ser questionado pelos policiais, o proprietário do caminhão afirmou ter adquirido o veículo há aproximadamente três anos e disse desconhecer completamente qualquer irregularidade. Sua versão foi confirmada por uma testemunha que estava no local.
O caso serve como um importante lembrete para quem planeja comprar um veículo usado. A adulteração de chassi ou motor é um crime grave e, muitas vezes, o comprador de boa-fé acaba se tornando a maior vítima, correndo o risco de perder o bem e ainda ter que responder a um processo criminal.
Dica para o consumidor: Antes de fechar negócio, invista em uma vistoria cautelar em uma empresa especializada. Esse procedimento verifica a originalidade de itens como chassi, motor, câmbio, vidros e placas, além de analisar o histórico do veículo, como registros de leilão, sinistros e pendências judiciais.
Desdobramentos Legais
Diante da suspeita, tanto o proprietário quanto o caminhão Ford/F350 foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil. O homem foi ouvido e liberado para responder ao inquérito, enquanto o veículo ficou apreendido para a realização de uma perícia mais aprofundada.
A investigação agora ficará a cargo da Polícia Civil, que irá apurar a origem da adulteração e a responsabilidade dos envolvidos no crime, que pode ter ocorrido antes mesmo do atual proprietário adquirir o caminhão.
fonte: Comando do 4ºCRM

