Hoje (24), a Defesa Civil de Rondonópolis realizou a primeira reunião no auditório da Prefeitura Municipal para iniciar os trabalhos de criação do Plano de Contingência — um instrumento estratégico de proteção que definirá como o município agirá em situações de emergência, especialmente em casos de alagamentos, inundações e tempestades.
O que é o plano de contingência
Na prática, o plano é um guia de ação que transforma risco em estratégia. Ele mapeia os pontos vulneráveis da cidade, identifica os recursos disponíveis e estabelece rotinas claras para antes, durante e depois de uma emergência. “É como preparar um roteiro detalhado para situações que exigem decisão rápida, organização e comunicação eficiente”, explica a metodologia do documento.
Dessa forma, em momentos de crise, a administração pública não depende de improvisação — já sabe quem faz o quê, quais recursos mobilizar e como agir.
Uma iniciativa em desenvolvimento no estado
Rondonópolis está entre as poucas cidades do Mato Grosso a se engajar nesse tipo de planejamento. Segundo Marcelo Cardinal, coordenador da Defesa Civil no município, “o prefeito Cláudio nos deu a missão de preparar este plano. Rondonópolis será a terceira prefeitura a criar este plano de contingência em parceria com a Defesa Civil do Estado. Já tem em Tangará e Campo Verde.”
Uma reunião que marca o início
A primeira reunião trouxe representantes da Defesa Civil do Estado, que apresentou a proposta e orientou sobre as próximas etapas. O encontro também reuniu os principais setores que integrarão o plano: Secretaria de Saúde, Governo, Administração, Meio Ambiente, Coder, Polícia Rodoviária, Polícia Militar, Exército, Corpo de Bombeiros, Samu e outras instituições.
Um trabalho colaborativo e integrado
“Esse plano é composto de vários setores: Secretaria de Saúde, Governo, Administração, Meio Ambiente, Coder, Polícia Rodoviária, Polícia Militar, Exército, Corpo de Bombeiros e outras instituições”, detalhou Marcelo Cardinal. “Com esse trabalho integrado, conseguimos atender com mais rapidez e eficiência qualquer ocorrência no momento do desastre”, afirmou o coordenador.
Suporte estadual garante padronização
A Defesa Civil do Estado está oferecendo orientação técnica e metodológica. “O papel deles é garantir que todos os municípios falem a mesma língua e adotem os mesmos procedimentos”, explicou Marcelo. “Eles vieram nos esclarecer o que é um plano de contingência, como funciona e quais pessoas são importantes para participar dele.”
Respaldo legal e metodológico
O plano seguirá a Lei 12.608/2012, que estabelece a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC). Essa legislação federal determina que União, Estados e Municípios trabalhem em conjunto, envolvendo:
- Prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação
- Articulação entre esferas de governo para reduzir desastres
- Participação da sociedade civil
- Atendimento às populações atingidas
- Apoio técnico estadual aos municípios
Metodologia clara e estruturada
O processo seguirá o modelo do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, organizado em etapas:
- Percepção do risco — reconhecer ameaças reais
- Formação do grupo de trabalho — reunir responsáveis pela execução
- Análise de cenários — mapear vulnerabilidades e recursos
- Definição de ações — organizar procedimentos para cada fase
- Aprovação — validação pelas autoridades
- Divulgação — comunicar a todos os envolvidos
- Operacionalização — implementação prática e treinamentos
- Revisão periódica — atualizar conforme aprendizados
Proteção de vidas e redução de danos
O plano de contingência é um instrumento de proteção que salva vidas e reduz prejuízos. Para Rondonópolis, que enfrenta desafios recorrentes de alagamento e inundação, essa iniciativa em parceria com o Estado representa um avanço significativo na segurança e resiliência da população.
por Ezequiel Ferreira

