Em sessão marcada por manifestações, vereador Ibrahim Zaher esclarece decisão judicial sobre o instituto de previdência e expõe a grave crise financeira da companhia de desenvolvimento.
A sessão da Câmara Municipal desta semana foi palco de intensa movimentação. Servidores da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder) e do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Públicos Municipais (INPRO) compareceram para expressar suas angústias sobre o futuro das duas instituições.
Para esclarecer a situação, o vereador Ibrahim Zaher, líder do prefeito na Câmara, detalhou os desafios e garantiu que a gestão atual busca soluções que não prejudiquem os trabalhadores.
A Mudança no INPRO: Decisão Judicial Gera Insegurança
O principal ponto de tensão é uma decisão judicial que altera o modelo de gestão do INPRO. Atualmente, a liderança do instituto é escolhida por eleição, mas uma determinação da justiça estabelece que essa é uma prerrogativa do prefeito.
“É importante salientar que essa é uma ação do ex-prefeito Zé Carlos”, explicou Zaher. “A decisão foi unânime por parte dos desembargadores. A partir daí, surgiram muitas falácias, um ‘diz que me diz’ que trouxe insegurança ao servidor”.
O vereador fez questão de tranquilizar os funcionários, afirmando que o prefeito não tem intenção de prejudicá-los. “Pelo contrário, já trouxe avanços. A gestão passada perseguiu muito o servidor, e isso não tem acontecido agora. Talvez este seja o prefeito que mais investiu em qualificações e cursos de capacitação”, defendeu.
CODER em Situação Crítica: “Terra Arrasada”
A situação da Coder foi descrita por Zaher como “precária” e comparada a uma “terra arrasada”. Segundo ele, a companhia enfrenta uma dívida de mais de R$ 200 milhões, não possui certidões e, por isso, a prefeitura não pode contratá-la legalmente.
Um dos pontos mais graves revelados é que os servidores da Coder não recebem FGTS desde 2012. “O prefeito atual, não. Todas as guias foram pagas nesse ano. Ou seja, mostrou que faz diferente”, contrapôs o vereador, destacando um esforço da gestão para regularizar a situação.
“Se a gente for ver a Coder como uma iniciativa privada, ela está falida. Vamos buscar a melhor forma para que nem o servidor, nem a população, que paga os tributos, saiam prejudicados”, completou.
Politização e “Telefone Sem Fio”
Zaher acredita que a ansiedade dos servidores está sendo inflamada por uma manobra da oposição para desestabilizar o governo. Ele citou a presença do filho do ex-prefeito — o mesmo que iniciou a ação judicial contra o modelo de gestão do INPRO — na manifestação.
“Eles vão aproveitando esse momento para tentar desestabilizar uma gestão que tem atuado da melhor forma possível. Nós não vamos permitir que a mentira prevaleça sobre a verdade”, afirmou, prometendo que as pautas serão discutidas com responsabilidade e bom senso.
A Câmara Municipal se comprometeu a acompanhar de perto a criação de uma nova legislação para o INPRO, buscando garantir a segurança dos servidores e aposentados que dedicaram suas vidas ao serviço público.

