Próximo a iniciar um novo mandato, o Governo de Mato Grosso começa a voltar a atenção para o custeio da máquina pública. Uma das preocupações nesse momento do governo estadual eleito reside no equilíbrio dos gastos com a folha de pagamento dos servidores, com o propósito que não comprometa o orçamento e a capacidade de investimentos para a próxima gestão.
Nesse sentido, o secretário de Estado de Fazenda, Fábio Pimenta, vem defendendo o controle das despesas com pessoal e dos gastos públicos. A intenção é que a folha salarial não ultrapasse os 60% do orçamento público, infringindo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – assim como ocorria antes da gestão Mauro Mendes.
Em entrevista à imprensa cuiabana, Fábio Pimenta falou que o esforço do governo Otaviano Pivetta é que haja um controle nos gastos com pessoal para que não haja redução dos recursos com obras e serviços públicos. Assim, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 prevê R$ 25,34 bilhões para pessoal e encargos sociais, o equivalente a cerca de 55% dos R$ 46,125 bilhões estimados para o orçamento estadual.
Conforme antecipado na semana passada, o governo estadual também está atento ao controle das despesas para manter os serviços públicos em geral. “É fundamental conter eventual elevação que possa se descontrolar esses custos operacionais para não inflar a máquina pública, não asfixiar a capacidade do Estado de realizar investimentos em obras e serviços”, alertou.
Assim, o governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) determinou, após sua vitória no dia 4 de outubro passado, um diagnóstico da estrutura administrativa do Estado, incluindo revisão das despesas, contratos e custos operacionais para identificar possíveis cortes.
A iniciativa pretende impedir o crescimento excessivo da estrutura administrativa e assegurar que o Estado mantenha investimentos equivalentes a pelo menos 15% da receita corrente líquida ao longo dos próximos quatro anos.
“Vamos levantar as despesas e as entregas de cada setor, especialmente os gastos de custeio, para identificar onde é possível fazer o mesmo ou mais com menos recursos. A reforma busca evitar o inchaço da máquina, preservando a qualidade dos serviços públicos e garantindo eficiência com o menor custo possível”, explicou o ex-secretário de Fazenda, Rogério Gallo, que ficará responsável por coordenar a análise dos gastos públicos de Mato Grosso para o próximo mandato.

